segunda-feira, 8 de junho de 2015

MANUAL BÁSICO PARA PUBLICAÇÕES JORNALÍSTICAS NA WEB

Por Prof. Evaldo Fonseca Magalhães



1. DIRETRIZES GERAIS

Para preparar bons "pacotes de informação" para os suportes digitais – chamaremos assim as mensagens postadas, já que podem incluir uma série de elementos que vão além do texto escrito, como fotos, vídeos, áudios e hiperlinks –, o produtor de conteúdo deve ter sempre em mente algumas diretrizes gerais:

A ideia é fazer com que você use esses suportes para a postagem de pacotes de informação diferenciados, que aprofundem temas tratados.

* Esteja certo de que, para fazer boas publicações, conta, mais que as questões técnicas e os recursos tecnológicos empregados, a sensibilidade do autor das postagens: ao redigir o texto, registrar imagens, gravar vídeos ou áudios, avalie se o resultado será apropriado aos suportes e ao próprio conteúdo. Analise se o material tem, efetivamente, o interesse que  se quer difundir.

* Certifique-se de que a combinação dos recursos que previu para determinada postagem (textos, áudios, vídeos, fotos) é necessária. Pense se você não provocará eventuais ruídos na mensagem com o excesso de elementos utilizados. Assim como em qualquer tarefa de comunicação, ser simples – não confundir com "ser simplório"!!! – é fundamental.

Os pacotes de informação precisam ter o que chamamos de "formalidade controlada". Por exemplo: o abuso de abreviações comuns ou de jargões devem ser evitados.

* A regra, claro, é a utilizar o português correto, a língua culta, mas não rebuscada ou excessivamente sofisticada, sob pena de não atingir os diferentes públicos que possam vir a buscar as informações.

* Postar algo na Internet não é o mesmo que falar com pessoas próximas: suas mensagens ficam na rede e são indexadas quase que instantaneamente, ficando acessíveis a um público muito maior que aquele que acessou o portal, site ou blog. Mesmo que você apague uma postagem, feita com alguma incorreção, ela provavelmente já terá sido indexada pelo Google e por outros sites, perenizando-se na Internet e ao alcance de todos os usuários. Portanto, pense muito antes de publicar algo; se for para se arrepender, arrependa-se antes de postar.

2 - DIRETRIZES ESPECÍFICAS

Para produzir e publicar os pacotes de informação na web, você deve proceder, primeiro, como qualquer bom jornalista/assessor de comunicação.  O passo inicial é apurar com precisão as informações, ou seja, colher dados com o máximo possível de fontes confiáveis e certificar-se de que os aspectos mais relevantes do assunto estejam contemplados no material. E preocupar-se, claro, com o alinhamento da história com o interesse público.

2.1 Multimidalidade

Vale lembrar que, como o destino da publicação é uma plataforma que aceita muitos tipos de mídia – a articulação de texto, fotos, vídeos e áudios (o que chamamos multimidialidade) –, a coleta das informações também pode ser feita em diferentes formatos. Portanto, durante a apuração, use aparatos portáteis e móveis, como câmeras e aparelhos de celular, para registrar imagens e até mesmo pequenas gravações em áudio e vídeo durante a cobertura: depoimentos, eventos etc. Pode ser que você as use.

Ao organizar o material para a publicação, entenda que não se deve sobrecarregar a disposição e a atenção do leitor, regra básica para qualquer tipo de conteúdo jornalístico: faça com que as mídias reunidas na postagem se caracterizem pela complementaridadee não pela repetição. Por exemplo: se você tem, em vídeo, um trecho importante do depoimento de um personagem, apenas mencione essa fala no texto e guarde a verdadeira emoção para a gravação, que deve ser curta e pode inserida naquela postagem como importante complemento.

2.2 Hiperlinks

Use também os hiperlinks para complementar informações, mas com parcimônia. O excesso  de ligações hipertextuais em uma postagem serve apenas para tirar a atenção do leitor. Certifique-se de que a "linkagem", em palavras-chave ao longo do texto ou mesmo ao final, na forma de títulos de outras publicações de referência , seja feita somente quando isso se mostrar, de fato, essencial ao aprofundamento e à ampliação da compreensão e do conhecimento sobre o assunto tratado. 

Outra dica importante: faça sempre com que os links externos sejam abertos em novas janelas do navegador. Isso evita que o conteúdo de origem seja perdido ao ser substituído por outro, na mesma aba.

2.3 Narrativas virtuais, storytelling, gamificação e infografias

 A produção de conteúdo para as plataformas virtuais deixou, há muito tempo, de ser uma simples transposição do que se faz para outros suportes, como o impresso, a TV e o rádio. Enriquecida, inicialmente, pelo recurso dos hiperlinks, a narrativa jornalística na web passou a absorver outras linguagens e a retrabalhá-las conforme suas próprias peculiaridades.

A evolução tecnológica da Internet (rede física de computadores interligados) e da web (interface gráfica que viabiliza e enriquece as conexões) e o aumento exponencial no número de pessoas conectadas (maior inclusão digital e com acesso por banda larga), no Brasil e no mundo, também têm contribuído para fazer do webjornalismo uma modalidade de comunicação cada vez mais eficiente, prestigiada pela audiência e mais vantajosa em relação às demais. 

Hoje, conceitos como os de narrativas virtuais, storytelling, gamificação e infografias digitais são norteadores do planejamento e da produção de muitas publicações jornalísticas na rede.  Nos suportes digitais, é fundamental que se tenha esses conceitos em mente ao planejar as publicações.

No que diz respeito às narrativas virtuais, é importante lembrar que a forma como o conteúdo multimidiático é preparado e disposto torna-se determinante para que se aumente a atratividade e a compreensibilidade da publicação.  Você irá organizar os recursos narrativos (hiperlinks, texto, fotos, vídeos e áudios, por exemplo) de modo a oferecer opções ao leitor/receptor, sem que isso comprometa a coerência e a objetividade da postagem.

Isso se traduz na interatividade e na não-linearidade proporcionadas pela leitura. Em outras palavras, você organiza o conteúdo de modo que quem o acessa possa "conversar" com as informações oferecidas, clicando/ acionando diferentes recursos para fazer a leitura na ordem que quiser.

storytelling, em tradução livre, é o processo de contar histórias, mas que implica no uso de recursos hipermidiáticos para fazer a tarefa da melhor maneira possível, aproveitando as potencialidades da web. Por exemplo, se você dispõe de muitas informações sobre um evento, como dados, fotos, depoimentos gravados de personagens etc, nada melhor para seu leitor/receptor que condensar isso em um audioslideshow (um vídeo curto que inclua esse material e seja postado junto com um texto mais geral sobre a cobertura). É uma ótima maneira de contar uma história.

Já a gameficação consiste em transformar histórias jornalísticas ou campanhas de comunicação, por exemplo, em algo próximo aos jogos virtuais – com etapas que vão sendo vencidas à medida que o usuário compreende/apreende o conteúdo. Nesses games diferentes, o leitor/receptor também pode imergir e participar de maneira ativa da construção/apreensão do conteúdo.

EXEMPLOS DE NEWSGAMES:









No caso, assim como no que se refere às infografias digitais, que consistem no uso de recursos gráficos da rede para simplificar ou facilitar o entendimento de informações complexas, são necessários conhecimentos técnicos mais avançados. Mas nada impede que se adotem também essas ferramentas, desde que você tenha domínio sobre programas de computador específicos ou haja alguém que possa fazer isso por você.

3 - DICAS BÁSICAS PARA BOAS PUBLICAÇÕES

Lembre-se: o texto para suportes digitais, de caráter institucional e/ou jornalístico, deve seguir as regras do bom jornalismo, sempre. Nos suportes digitais, nossa intenção é, claro, publicar as chamadas hardnews, factuais, relativas a eventos de interesse público. Mas sem prescindir de elaborar boas histórias, a partir dos mais variados assuntos surgidos da atividade judicial em Minas, que ampliem o grau de conhecimento do público. 

Não é necessário, por exemplo, seguir sempre, a ferro e fogo, na elaboração dos conteúdos, o famoso esquema da Pirâmide Invertida (no qual as informações são organizadas hierarquicamente, por importância, e cujo primeiro parágrafo, o lead, deve responder às perguntas "o que?", "quem?", "quando?", "como?", "onde?" e "por quê?") – tão respeitado no jornalismo impresso diário.

Os textos para os suportes digitais, mesmo que devam evitar floreios, construções frasais complexas e matérias longas – o que pode prejudicar o interesse de boa parte dos leitores –, podem ser ricos e livres de amarras.

No caso de histórias com bons personagens e fontes, pode-se abrir a matéria com um relato sensível e humanizado sobre o referido personagem e/ou algumas de suas circunstâncias. Em seguida, pode-se partir para o detalhamento da história e para a oferta de informações mais específicas sobre o tema.

Também é necessário contextualizar as informações, sempre que se julgar necessário. Seja por meio de hiperlinks (trazendo, por exemplo, a memória sobre aquele assunto: publicações anteriores relacionadas ao tema, de dentro ou de fora dos blogs), ou por explicações no próprio texto, o redator precisa entender que o leitor nem sempre está a par de acontecimentos prévios, que tenham relação com fatos mais recentes. Portanto, trate de contextualizar!

Outro aspecto fundamental para o aumento da atratividade e da audiência das postagens são os títulos. Ao contrário das escolas mais tradicionais de jornalismo, que preconizam títulos mais assertivos, diretos, com a obrigatória presença de verbos – preferencialmente no presente –, em sites e blogs a preocupação, ao formular a frase que antecede e resume um conteúdo, também deve ser com asedução, com a tarefa de despertar a curiosidade dos leitores/receptores.  Ou seja, use a criatividade, mas sem exageros!

O ideal é que tais textos tenham, no máximo, cinco parágrafos de até seis linhas, cada, para tornar mais amigável a experiência dos nossos leitores/usuários.

3.1 Boas fotos para a web

Para produzir e publicar boas fotos na Internet, não é preciso ser profissional do ramo nem ter equipamentos com grandes recursos. Claro, sempre utilizamos serviços de profissionais para registrar em imagens fatos e eventos. Mas, quando isso não for possível, uma câmera digital compacta ou um aparelho celular com registros de boa resolução são suficientes para ilustrar e enriquecer o material a ser postado. Algumas dicas são fundamentais para obter bons resultados:

·         Segure a câmera ou o celular com firmeza: Apoie seus cotovelos em seu corpo ou em alguma superfície firme. Use as duas mãos. Apoie-se numa parede. Faça tudo o que puder fazer para ficar imóvel quando fotografar.
·         Use o sistema automático: As câmeras digitais e aparelhos de celular dispõem de avançados sistemas automáticos. Experimente usá-los e veja se dão bom resultado. Se não, faça ajustes. Lembre-se: não tire fotos contra o Sol e use o flash, se houver, em ambientes escuros.
·         Observe o enquadramento: Quando fotografar pessoas, não deixe muito espaço acima da cabeça. A face da pessoa deve estar próxima da parte de cima da foto, não do meio. No caso de elementos da paisagem, deixe-os mais centralizados. O ideal é fazer fotos com esses aparelhos mais de perto para obter melhores imagens. Movimente-se até obter os melhores ângulos.
·         Focalize uma coisa: Também quando fotografar uma pessoa ou grupo de pessoas num cenário complexo, focalize os olhos. A função do foco automático pode enfocar apenas uma coisa na imagem e os olhos da pessoa farão a foto parecer mais nítida.
·         Fique na posição vertical: Se o que você quer fotografar está na posição vertical vire a câmera para a mesma posição.
·    Fotografe a ação: Procure capturar momentos e evite que as pessoas façam poses do tipo “turistas em férias”.
·         Dê zoom com as pernas: Tente evitar o uso do zoom digital dos aparelhos e aproxime-se (não perto demais, para não embaçar a imagem) do que irá fotografar. Geralmente, esse recurso, ao contrário do zoom ótico, que dá qualidade ao que é aumentado, prejudica as imagens. Use o zoom digital apenas se não houver alternativa. 
·         Fotografia de rostos (bonecos): A fotografia de rosto é a tarefa mais comum para jornalistas que não são fotógrafos. Embora pareça uma tarefa fácil, há várias coisas a considerar na hora de fotografar um rosto:

1) luminação certaTente evitar o uso de flash para prevenir marcas de luz no rosto;
2) Posicione a pessoa do lado de fora ou perto de uma janela grande para tirar vantagem da luz natural e certifique-se de que não há sombras no rosto;
3) Evite a luz solar do meio-dia e iluminação muito forte atrás do objeto fotografado
4) Aproveite para fotografar com céu nublado: funciona bem;
5) Use flash como último recurso.

·         Edição de fotos: Para a publicação na rede, as fotos não precisam vem ter alta resolução, o que pode sobrecarregar o servidor onde os sites e todos os seus elementos gráficos estão hospedados. Por isso, o ideal é que se faça as imagens em resolução média ou mesmo baixa. Antes de publicá-las, se for necessário, ainda se pode reduzir seu tamanho, utilizando qualquer editor de imagens, sem que isso prejudique a qualidade delas. Nesses mesmos editores, é possível também cortar e fazer outros ajustes, mas sem alterar ou transformar as imagens.

3.2 Bons vídeos para a web

Bons vídeos para publicação em serviços de compartilhamento, como o Youtube, ou mesmo em portais, como o do TJMG, seguem, basicamente, as mesmas indicações dadas para as boas fotos. Mas há algumas peculiaridades:
·          Vídeos pequenos: Faça registros de não mais que dois ou três minutos de gravação, caso não tenha a intenção de editar o material. Por exemplo, ao colher o depoimento de um personagem, planeje, antes de acionar a câmara, uma pergunta que poderá gerar resposta que vá ao encontro do material que está produzindo.
·    Áudio: faça testes no ambiente de gravação antes de iniciar o registro para verificar se o áudio captado junto com as imagens tem boa qualidade.
·      Edição: Se precisar editar o material – por exemplo, depois de registrar várias sequências durante um evento – utilize programas simples e autoexplicáveis, como o Windows Movie Maker, para preparar o vídeo final, a ser inserido no blog. Lembre-se que o resultado também não deve ser longo: dois ou três minutos são medidas ideais.
·        Postagem: Depois de editado, com ou sem recursos como legendas e créditos, o vídeo pode ser salvo no próprio programa de edição em formatos menos pesados para postagem no Youtube. Faça testes até encontrar o formato mais adequado, aceito pelo serviço de compartilhamento e que representa menos perda de qualidade para o produto final.
·        Audioslideshows: Um bom recurso para contar histórias nos blogs é o audioslideshow. São montagens de fotos e/ou gravações de imagens, com inclusão de áudio ou até de narrações do webrepórter, que podem ser montados em programas de edição de vídeo, como o já mencionadoWindows Movie Maker. Esses produtos são postados nos blogs da mesma forma que os vídeos.

3.3 Regrinhas de redação jornalística, aplicadas também ao ambiente web

  • Se você está em dúvida sobre a correta ortografia de uma palavra, cheque em um dicionário antes de escrevê-la.
  • Evite ser telegráfico nas frases, por um lado, e prolixo, por outro. Leia o que escrever e faça alterações, antes de publicar. Se surge uma nova ideia em uma mesma frase, pontue e inicie nova frase.
  • As regras para a redação os blogs são as mesmas de qualquer jornal. Por exemplo:
            Datas
  • Os dias devem ser escritos sempre em número, o mês por extenso e o ano em número. Em caso de datas abaixo do dia 10, sempre use sem o zero.
  • Não há crase entre datas.
  • Quando usar a palavra “entre”, utilize “e” e não “a”.
            Horas
  • Use sempre crase e abrevie a palavra horas, quando indicar horários: 13h, 21h etc. Não precisa abreviar/usar minutos em horas quebradas: 13h30.
            Números
  • Os números entre zero e dez devem ser escritos por extenso quando se referem a quantidade de “coisas”. Do 11 em diante, use o numeral.
            Valores (moeda)
  • Use sempre o “R$” para identificar valores. Use mil ou milhões, se forem valores “redondos”. Abreviaturas só em títulos, se forem necessárias. A abreviatura de milhões é “mi”.
            O uso do “um” e “uma”
  • Use “um” ou “uma” apenas quando se referir a quantidade (dica: quando puder trocá-lo por “dois”, “duas”), mas mesmo assim evite-os quando puder.
            O uso do “todo”/“toda”/“totalmente”/“justamente”/“juntamente”
  • Evite. Corte das frases ou reescreva-as sem estas palavras.
            "Por que", "porque", "porquê" e "por quê"
  • Regra básica: para saber se o porquê (quando substantivo, é sempre junto e acentuado) é separado ou não, coloque mentalmente a palavra "razão" depois dele, na frase. Se essa palavra se encaixar sem alterar o sentido do que se está dizendo, é separado; se não, é junto. E quando o "que" do "por que" precede a pontuação, no final das frases, ele sempre recebe acento circunflexo: "Você não foi? Por quê?".

      Verbos de declaração
  • É importante que os verbos de declaração (ou verbos dicendi), como "dizer", "afirmar", "contar", "assegurar", "esclarecer", "avaliar", "finalizar" etc, sejam sempre usados no mesmo tempo verbal no decorrer do texto ou para os mesmos entrevistados. Isso evita confusões para o leitor/receptor. No caso de textos não comprometidos com o período em que os depoimentos foram dados, por exemplo, se começamos  com "Fulano diz que", não podemos passar para "afirmou", no momento seguinte.
            País, Estado, Região, Sul, Norte etc.
  • País: mesmo quando se refere ao Brasil, caixa alta.
  • Estado: caixa alta quando se referir a uma unidade da Federação (Minas Gerais) ou ao país.
  • Região: quando não fizerem parte de nomes próprios, irão sempre iniciar com letra minúscula.
  • Sul, Norte, Leste e Oeste: quando se referir à região é caixa alta, quando se referir à direção é caixa baixa.
            Órgãos e siglas
  • Órgãos devem sempre ser escritos em caixa alta e, quando podem ser identificados por siglas, estas devem vir depois dos nomes por extenso e entre parênteses. Lembre-se: siglas de até três letras, sempre em caixa alta; siglas de mais de três letras, só a primeira em caixa alta desde que formem palavras legíveis.
            Cargos
  • Nenhum cargo é escrito em caixa alta, a não ser que esta seja uma diretriz da sua organização.
            Gírias e vícios de linguagem
       *      Não use.
            Vírgulas
  • A frase nunca terá vírgula se for escrita na ordem direta [sujeito/verbo/complementos dos verbos (objeto direto e indireto)/adjuntos adverbiais]. Evite sofrer de "virgulite" e lembre-se: jamais separe sujeito de verbo com vírula.
  • Quando ocorrer qualquer alteração na seqüência lógica dos termos, temos a ordem indireta. Neste caso, dependendo do termo, haverá o uso da vírgula.
  • Os adjuntos adverbiais (de modo, de tempo, de lugar), quando deslocados, são separados por vírgula. Com entusiasmo, eles aderiram ao programa.
  • Ainda se usa vírgula para marcar intercalações.
    • Aposto: Ademir, gerente da conta, disse que Mariana estava sem saldo.
    • Expressões explicativas ou corretivas: A sua atitude, isto é, o seu comportamento na aula merece elogios.
    • Conjunções coordenativas: A vida dela, no entanto, mudou para melhor. Houve, porém, atropelos.
    • Adjuntos adverbiais intercalados: O secretário, naquele dia, recebeu os jornalistas, ávidos por informações.
    • Frases explicativas dentro da oração: O homem, que é um ser racional, vive pouco.
    • Orações subordinadas: Quando o bandido sacou o revólver, todos se abaixaram.

Essas regras foram adaptadas dos livros "Gramática" e "Língua e Literatura", de Carlos Emílio Faraco e Francisco M. de Moura

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