terça-feira, 7 de outubro de 2014

Exercício - Entrevista em texto corrido para revista



Pessoal,

no exercício de hoje vamos transformar uma entrevista em pingue-pongue em um texto corrido para revista. Para tanto, devemos ler com atenção as perguntas e respostas apresentadas e produzir, a partir desse conjunto, um texto mais solto, mais criativo e aberto por um lead menos engessado que o que vínhamos nos acostumando a fazer, mais focado no 'como' e no 'por quê'.

O entrevistado é o pesquisador da área de engenharia de software e tecnologia da informação Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos Avançados do Recife (C.E.S.A.R). Em conversa com um jornalista do Correio Braziliense, em julho deste ano, ele analisou como as redes sociais estão sendo utilizadas nas campanhas políticas e mandou um recado para todos os candidatos que tentam potencializar o desempenho nas urnas por meio da presença social na internet: "Todo mundo ainda tem muita coisa a aprender".

Existe um padrão para definir o que é uma boa campanha eleitoral na internet?
Não existe um padrão. Existem contextos e dentro desses contextos existem práticas que são recomendáveis. Para você comparar rapidamente, posso dizer que um número significativamente grande do que as pessoas falam sobre os EUA não é aplicável ao Brasil. Nos EUA, a lista de votação é pública e eu consigo recuperar porque faz parte dos dados abertos do Estado. Eu posso minerar esses dados nos EUA e saber, em cada seção, por exemplo, quem foi que votou na última eleição. A partir desse dado e do local de onde ele vem, posso entrar no Facebook e saber quem são essas pessoas e quem são os amigos deles. Posso minerar os dados e saber se eles têm uma posição mais liberal ou mais conservadora e aí posso tentar influenciar as pessoas diretamente. A quantidade e qualidade de dados que existem para você fazer uma articulação em rede social a partir de informações publicamente disponíveis nos EUA é totalmente diferente do que nós temos no Brasil. É muito mais fácil você articular uma campanha eleitoral nas mídias sociais nos EUA do que no Brasil.

Como clarear essa trilha no Brasil?
Não se trata de uma campanha na cega. De jeito nenhum. No Brasil, temos pesquisas eleitorais quantitativas e qualitativas fora da internet. Temos um número de ferramentas muito grande, várias delas brasileiras, que estão disponíveis na internet para você capturar o sentimento das pessoas. Como no Brasil você tem uma parcela significativa da população online no Facebook, que é a efetiva e verdadeira grande rede nacional porque você não tem robôs como no twitter e é uma rede de relacionamente mesmo, você pode interpretar comportamento das pessoas em relação a um número muito grande de aspectos. Isso já vem sendo usado. Para quem você faz uma campanha seja na rede social ou não? Se faz para os indecisos e para aqueles que não votaram. Se a gente tivesse na idade da pedra, quem dominasse polir pedra para fazer arma estava por cima da carne seca.

No Brasil, os candidatos apenas transportaram a linguagem tradicional de campanhas políticas para a plataforma digital. Podemos falar de uma linguagem de marketing político própria para a internet?
Você tem razão. E vai demorar muito tempo. É um processo de aprendizado. De aprendizado para todo mundo. Não só estão aprendendo as pessoas que fazem marketing político na internet. Estão aprendendo as próprias pessoas que estão usando a rede. Esses comportamentos são muito novos. Pense no seguinte. Como é que foram as primeiras campanhas na televisão? As primeiras campanhas na televisão usavam a mesma linguagem do rádio. E as primeiras campanhas do rádio usavam a única linguagem que existia que era a linguagem dos jornais. Mas havia uma coisa em comum. Jornal, rádio e televisão são push. Eu escrevo para você que está aí no mundo. Você não volta. Você não emite opinião quando assiste à televisão. Quando você foi para a internet, primeiro, você muda o alcance. O efeito da internet é mudar o alcance pela diminuição de ordens de magnitude do custo de você alcançar mais gente. Mas quando a internet vira social, que leva 10 anos, aí você começa a motonivelar o ambiente. O custo de qualquer um falar alguma coisa. Deixa de existir a potência de mídia.

Então o risco é grande demais. É fácil errar numa campanha política nas redes sociais?
É muito fácil errar porque poucos times estão estruturados. O time bom e bem estruturado é um time que entende profundamente de redes sociais, o que é diferente de entender de internet. Que entende de redes sociais como primeira linguagem. Que sabe o que se transaciona em redes sociais, que é um conjunto de infraestruturas para você transacionar conectividades. Conecta muito mais do que comunica. E onde conectividade cria e depende essencialmente de reputação. Na sociologia existe há décadas a noção científica de redes sociais. Os sociólogos, com o aparecimento das redes sociais na internet, eles simplesmente criaram uma sub-área chamada de redes sociais online. É preciso entender que redes sociais são um ambiente de conectividade e não de comunicação. Qualquer pessoa que olhar para uma rede social e dizer que estamos aqui num ambiente de comunicação social perdeu o bonde.

Que perfil as equipes dos candidatos nas redes sociais devem ter para não perder esse bonde?
Primeiro de gente que entenda de gente e do que as pessoas pensam. Do que que elas falam, quais são os seus anseios e quais são suas expectativas. Não tem nada a ver com tecnologia. Depois, esse povo que entende de gente tem que saber que gente online é um pouquinho diferente de gente offline. Resumindo é o seguinte: gente que entende de gente sem ser ignorante em tecnologia e sabendo que está fazendo um negócio particular chamado campanha política.

A internet pode definir a eleição?
Faça a seguinte conta. Há 100 milhões de pessoas na internet brasileira no momento. Metade disso tem smartphones. Vamos imaginar que, nesses 50%, está distribuído homogeneamente os 20% de abstenção líquida da última eleição. Então, 10 milhões não foram votar. Para cada pessoa que vota na situação, três votam na oposição. Em algum tipo de oposição. Isso é o dado histórico. Se você convencer metade desse pessoal a ir votar, você tem, na situação atual, a garantia de um segundo turno. Então, a internet muda e muda mesmo. A campanha da reeleição de Obama foi decidida na internet. Totalmente decidida na internet. Você pode ler dezenas de textos que estão disponíveis na rede. Foi decidida não na internet, mas pela internet. A articulação para mobilização, as batidas em portas de pessoas, de onde vieram os dados que mostravam o perfil do eleitor. Isso foi computado a partir da presença do eleitor na internet, se chegou nesse cara pela internet e se mudou a opinião dele por meio da internet.

Mas a gente pode transportar isso para o Brasil? São realidades diferentes.
Nesta campanha, eu não sei. O nível de maturidade da internet e das redes sociais na eleição brasileira ainda é uma incógnita. Na última campanha presidencial, em 2010, onde tinha uma penetração muito menor de internet móvel no Brasil, com o Facebook e Twitter sem a importância que têm hoje, a gente viu a internet servir como mola de articulação de uma campanha de Marina Silva que mudou a política brasileira da época. De lá para cá, como você tem revoluções permanentes no ambiente online móvel, a gente pode dizer que a estrutura, arquitetura e conjuntura da internet brasileira mudou completamente. Ela basicamente saiu do fixo, em 2010, para o móvel hoje. Por causa disso, as mesmas práticas que foram usadas em 2010, dificilmente darão certo hoje. Tendo mudado essa arquitetura e conjuntura da rede, você tem que fazer um reentendimento de como ela está funcionando.

Mas, então, só vamos saber isso depois da eleição.
Exatamente. Só podemos saber depois da eleição. Mas uma coisa é patente. Sem uma presença social competente é muito improvável que uma campanha consiga ter sucesso no Brasil nesta eleição, qualquer que seja ela.

Havia uma expectativa de que a internet possibilitaria um debate de propostas, um debate mais aprofundado justamente por causa da interação. Mas estamos assistindo a internet virar um pântano de baixaria e se transformando simplesmente numa plataforma de ataque.
Esse grau de expectativa que a gente deposita na tecnologia é sempre infundado. É a mesma coisa que você chegar e falar assim: vamos pegar um país qualquer que fala inglês, vamos distribuir lápis e papel e vai aparecer um milhão de James Joyce. Não é assim que acontece. O que possibilita um debate político mais amplo, menos baixo e mais sofisticado, é educação. O fato de colocarmos mais internet na mão de mais gente não significa que todo mundo se educou e que tá pronto para debater suas preferências ou seus preconceitos sem entrar numa briga.

O que a gente tem que fazer no Brasil?
Precisamos criar no Brasil as condições, neste ambiente, de promover discussões desapaixonadas sobre temas apaixonantes. Se a gente não conseguir fazer isso, a gente vai tá sempre brigando. Basicamente, aqui no Brasil, você transforma o opositor num inimigo.

Os candidatos a presidente estão utilizando bem as redes sociais?

Todo mundo ainda tem muita coisa a aprender.

E os exércitos de fakes nas campanhas políticas ? Como isso funciona?
Essa coisa de fakes e ataques têm um papel na estrutura da internet e das redes que é o seguinte. Vamos imaginar que você monte mil blogs falsos. Não são mil blogs falsos. São mil blogs zumbis. Se você criou, eles não são falsos. Esses mil blogs zumbis espalham informações falsas. Para que eles são criados desta forma? São criados para serem indexados pelo google. Aí você faz o seguinte. Você utiliza contas robóticas no twitter e utiliza essas contas para apontarem para esses blogs zumbis. Assuma que esses blogs têm a mesma informação e são linkados entre eles. Aí você utiliza ativistas reais para fazer com que essas informações desses robôs sejam replicadas. O que acontece? Você acabou de criar uma máquina mágica de promoção de informação que vai entrar no radar de google por exemplo. Você tem um candidato X qualquer e começou a espalhar informação qualquer sobre ele. Por exemplo: fulando de tal desistiu e não é mais candidato. Na hora que você fizer a busca no google pelo nome do candidato, lembre-se que o google responde por mais de 95% das buscas realizadas na internet no Brasil. O cara vai colocar o nome do candidato e vai aparecer que ele não é mais candidato. Então, a criação desse ruído contextual, num ambiente pouco educado, isso não funcionaria na Inglaterra, esse negócio tem um impacto muito maior. Mas para que que você utiliza essa combinaçãode fakes? Na verdade é para você convencer os algoritmos automáticos das máquinas de buscas a promover essa informação para a primeira página dela, que é a única página que você olha. Na segunda página, estará tudo lá como é a realidade. Tem uma briga inteira na internet no momento que é pela primeira página de google. Essa guerrilha é totalmente baseada na ideia de que as pessoas não vão ter discernimento para saber se aquele negócio é razoável. Ela funciona nesses ambientes pouco educados.

Então funciona no Brasil.
Entre os radicais, aquela turma do vamos ganhar a qualquer preço, que olha o opositor como inimigo, acho que faz sentido isso. Aquele negócio de que para ganhar o jogo vale tudo, até comprar o juiz. Mas entre as pessoas que querem alguma coisa um pouquinho mais sofisticada, e o número dessas pessoas crescem a cada eleição no Brasil, não pega. As pessoas pensam. Eu vou votar nele e esse candidato precisa fazer isso para ganhar? Talvez deixe de votar nele.

As campanhas políticas na internet falam para a sua própria torcida. Isso não é um erro?
Não se pode confundir a campanha eleitoral feita na internet para os seus e para os outros. Uma campanha inteira é feita para convencer um pessoal que ainda não foi convencido nem por um lado e nem pelo outro. Não adianta você rezar o pai nosso para o vigário. Não adianta. Isso não se transforma em voto. O que decide uma eleição, em última análise, é o nível de satisfação da população com o incumbente. O que decide qualquer eleição. O ponto é o seguinte. Se você tiver um alto nível de insatisfação com o status quo, vai ter uma mudança. Para onde vai apontar essa mudança ninguém sabe. Pode até ser que o status quo, e estou falando de uma maneira abstrata, mude rápido suficiente para dizer que a mudança sou eu. O fato é que hoje, no Brasil, o que decide a eleição é o nível de satisfação ou insatisfação com status quo que é o que sempre decidiu eleição em qualquer lugar no mundo. Você precisa falar para quem não foi votar na última eleição e para quem votou branco e nulo. É esse pessoal, em última análise, que vai decidir a eleição.

Hoje, no Brasil, os candidatos têm uma estrutura confiável de monitoramento das redes sociais com qualidade para permitir reforçar acertos e corrigir possíveis erros?

Uma estratégia social de qualquer coisa envolve presença online, monitoramento, expressão e retorno online, que é a resposta digital. Uma estratégia digital precisa fazer com que você saiba o que as pessoas estão falando sobre você. O monitoramento é parte da estratégia. Existem centenas de ferramentas para fazer monitoramento. Não é difícil, a partir de uma ferramenta que já existe, você escrever ainda outras coisas para capturar uma coisa que uma ferramenta ou outra não pega. Acho que as equipes todas dos candidatos têm ferramentas de monitoramento que devem ser boas e competentes se utilizadas como tal. Uma coisa que ninguém pode esquecer do ponto de vista de presença efetiva em rede social é que rede social não é televisão. Você fala uma coisa, o cara fala de volta e ele fica esperando que você fale de volta com ele. Não é aquele negócio assim: eu digo um troço, vou embora e azar de vocês. Redes sociais são ambientes de conectividades e interação para construção de relacionamentos. Saber o que estão falando de você é muito importante. É a mesma coisa da rádio corredor nas empresas. O importante é lembrar que redes sociais online são, aspas, só a migração e magnificação das redes sociais que já existiam. Conexões para estabelecer interações que viram relacionamentos. E isso não é trivial de fazer. É difícil eu me relacionar com muita gente. Se sou um candidato, coloco um post no meu Facebook que tem 30 mil comentários, como vou interagir com um cara desses? Elas esperam, pelo menos, que você responda para grupos homogêneos.

Os candidatos devem escrever em primeira pessoa nas redes sociais?
Se o cara disser eu fiz isso quem deveria tá escrevendo era ele. Se ele disser fulano fez tal coisa tem que ficar claro que foi a equipe dele. Há formas de fazer isso. Mas no caso dos candidatos fica explícito que tem uma equipe que cuida da presença social dos três principais. Acho que a comunidade entende que não são os candidatos que estão tocando suas próprias operações porque eles não fariam mais nada. Eu acho que os candidatos todos deveriam ter uma coisa, vez por outra, aqui e ali, ter uma pontuação mais pessoal. Atuar mais como eles mesmos. Eu fiz isso, eu fiz aquilo. Claro que eles precisam ser preparados.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

EXERCÍCIO - REDAÇÃO JORNALÍSTICA - 16/9/14

TRANSFORME AS NOTÍCIAS ABAIXO EM MATÉRIAS PARA RÁDIO, SEGUINDO AS DIRETRIZES APRESENTADAS E DISCUTIDAS NA AULA PASSADA. O PPT DA AULA FOI ENVIADO PARA A REPRESENTANTE DA TURMA, MARCELLA. 

VOCÊ PODE INCLUIR SONORAS:

EX:

"Fulano afirmou que está preocupado com os rumos da economia:

DE: "Eu acho que a economia nacional..."
ATÉ: "...e é por esses motivos que temos que nos preocupar.""

AS MATÉRIAS DEVES TER EM TORNO DE 45 SEGUNDOS. LEMBRE-SE: CADA LINHA DE TEXTO DÁ, EM MÉDIA, 3 SEGUNDOS. OU SEJA, 15 LINHAS DARIAM O TEMPO DESEJADO (FORA AS SONORAS, CLARO).

OS TRABALHOS DEVEM SER ENVIADOS PARA evaldonline@gmail.com, COM O ASSUNTO "EXERCÍCIO RÁDIO - 16/9/14" E O NOME DO ALUNO.



1) PRIMEIRA NOTA:

Um dos maiores especialistas em urologia do país, o médico Anuar Ibrahim Mitre, de 65 anos, foi baleado com três tiros, dentro de seu consultório, na tarde de ontem. A clínica fica na frente do Hospital Sírio-Libanês, onde faz parte do corpo clínico. O acusado do crime, o ex-médico do trabalho Daniel Edmans Forti, deu um tiro na própria cabeça depois dos disparos, segundo a polícia. Ele morreu antes de ser socorrido.

Integrante do Conselho Consultivo do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Mitre foi submetido a uma cirurgia na tarde de ontem no próprio hospital. Embora o centro médico não confirme o estado de saúde, funcionários afirmam que seu quadro é estável. A Polícia Civil ouviu a secretária de Mitre, que trabalha com ele há 22 anos, mas não quis ser identificada. Ela afirmou que Forti se tratava com a vítima havia cinco anos, mas não tinha consulta prevista na tarde de ontem. Quando chegou ao prédio, no entanto, ela autorizou a subida e prometeu um encaixe em meio às consultas previstas.
No consultório, no entanto, Forti nem esperou ser anunciado. Entrou na sala de Mitre, xingou o profissional e atirou diversas vezes. Mitre foi atingido na cabeça, no braço e nas costas e, segundo a secretária, estava consciente quando foi socorrido. “Ele está bem, é o que importa. Está fora de perigo e sem sequelas. Ele nasceu de novo, não foi a hora dele”, afirmou. A testemunha contou à polícia que correu para pedir auxílio, logo após ver a cena.

2) SEGUNDA NOTA:

Antes mesmo da estreia, prevista para esta terça-feira à noite, 'Sexo e as Negas' já deu o que falar. Pela imprensa, redes sociais e fóruns virtuais, a discussão está armada em torno do novo programa da Globo. O título e o suposto conteúdo geram indignação em uma parcela do público. No enredo, quatro moradoras de uma favela encaram as dificuldades do cotidiano com humor e uma afiada língua. Falam sobre sexo, preconceito e outros tabus sem qualquer pudor ou hesitação, a exemplo de 'Sex and the city', que serviu como inspiração (embora, no seriado americano, as protagonistas fossem brancas e ricas).

A abordagem foi criticada por alguns espectadores (mesmo antes da exibição), que se dizem ofendidos. Eles acreditam que a atração possa reforçar o estereótipo do negro pobre ou ainda da mulher negra como objeto sexual. Até o fechamento desta edição, eram 11 denúncias de racismo protocoladas junto à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República.

O ator e dramaturgo Miguel Falabella, responsável pela concepção e roteiro de 'Sexo e as negas', não gostou das alegações e desabafou em uma página pessoal na internet. “Elas podiam ser médicas e morar em Ipanema, mas não é esse meu universo na essência, como autor”, afirmou. “Sou suburbano, cresci com a malandragem. Portanto, as minhas personagens são camareiras, cozinheiras, indicadoras de mesas, operárias. E desde quando isso diminui alguém?”, indaga.

Corina Sabbas

Foi uma surpresa essa reação antecipada do público, que define o seriado como racista, principalmente por conta do título?

Não estávamos esperando. Principalmente, antes de estrear. Espero que as pessoas se permitam assistir ao programa. Nossa intenção é justamente o contrário do que andam dizendo. Vamos exaltar as mulheres e a cor da pele…. Vivemos essa dificuldade de chamar o outro de negro. Muitos não conseguem usar a palavra “negro” em um contexto positivo, pois ainda assim acham que é ofensa. Há um receio constante no ar. Se eu sou chamada de “moreninha”, aí sim eu fico triste.

Maria Bia

O programa não reforça uma imagem do negro pobre, que mora sempre na favela… ?

Não vejo assim. Outro dia, uma mãe me parou e disse que queria que a filha tivesse o meu cabelo. E eu pensei: “Caramba, essa é uma chance de mostrar que o cabelo crespo é lindo, que não precisa alisar. De mostrar que uma negra pode ser protagonista de um seriado”. Se uma criança negra nos vir na tela e o olho dela brilhar, terei cumprido minha missão.

2) TERCEIRA NOTA:

Publicação de estreia do jornalista Raphael Vidigal, 'Amor de morte entre duas vidas' é uma coleção de 75 poesias que completaram suas trajetórias da criação às mãos dos leitores graças ao financiamento coletivo. "A poesia só alcança seu real poder de transformação quando entra em contato com a sensibilidade, a alma e o coração do próximo", observa o autor belo-horizontino em texto de apresentação do projeto.

A iniciativa, concluída pela plataforma online Catarse ao fim de junho, rende frutos concretos com o lançamento da primeira tiragem nesta terça-feira, 16, em Belo Horizonte. Ao todo, 82 leitores colaboraram com a arrecadação promovida pelo escritor, que também é letrista de choro — já assinou parcerias com o músico mineiro Waldir Silva.

A obra traz as composições de Vidigal separadas pelos três temas que formam o título do livro. "São poesias de amor, de morte e entre duas vidas, explorando o lirismo, a tragédia e o senso de humor da vida e do ser humano", detalha o poeta. Raphael destaca a proximidade entre "Amor, Morte, Vida" como temas que apreendem "tudo o que diz respeito a essa existência na Terra".

Lançamento do livro 'Amor de morte entre duas vidas', de Raphael Vidigal.
Terça-feira, 16 de setembro, às 18h30 na Livraria Asa de Papel (Rua Piauí, 631, Santa Efigênia). Exemplares vendidos a R$ 30.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Exercício - 9/9/14

O que é manchete?
  • Deve levar o leitor ao texto
  • Facilita o primeiro contato do leitor com o veículo
  • Atrai a atenção e dá idéia geral dos fatos
  • Podem ser classificadas como Títulos de primeira página
Chamadas, o que são?
  • Textos para primeira página
  • Leva o leitor a abrir o jornal
  • Cria a sensação que falta algo essencial (mas se a notícia estiver incompleta, o jornalista perde a credibilidade)
  • Dá indicações sobre as matérias mas dá todas as informações
  • Os textos das chamadas devem ter, no máximo, dois períodos em apenas um parágrafo.

Partindo das seguintes chamadas, crie uma manchete, com duas linhas de 20 toques, para cada uma:  
1) Bandidos arrombaram, no final da noite de ontem, uma loja que faz divisa com uma casa lotérica, no Centro de Belo Horizonte, quebraram a parede e conseguiram abrir o cofre da lotérica. De acordo com a PM, o cofre foi aberto sem ser arrombado indicando que os ladrões sabiam da senha. Eles levaram cerca de R$ 30 mil.

2) Quatro pessoas morreram e dez ficaram feridas em um acidente ocorrido na madrugada de ontem, na BR 381, em Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista de um caminhão carregado com tecido, que seguia no sentido João Monlevade, perdeu o controle no trecho em curva, tombou e bateu em um ônibus da Viação Itapemerim, que seguia de Guarapari (ES) para Belo Horizonte. Os feridos, seis em estado grave, foram levados para o Pronto Socorro da capital.

3) A oposição não conseguiu provar que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é só uma peça de propaganda e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, desinflou e tirou da cena política o dossiê das contas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

4) O Ministério Público de MG denunciou 17 pessoas suspeitas de abusar sexualmente de crianças e adolescentes em Caxambu, região do Circuito das Águas. Cinco meninas com idades entre 11 e 14 anos foram ouvidas e revelaram ter feito programas sexuais em troca de dinheiro, pequenos presentes e alimentos.

5) O número de alunos no ensino médio cresceu 5,4 vezes mais na área rural do que na urbana entre 2003 e janeiro deste ano. Mesmo com o crescimento, essa área corresponde a 1,8% do total de matrículas. Os dados foram divulgados ontem pelo Inep (instituto de pesquisas do Ministério da Educação).

Agora, partindo das manchetes, crie chamadas curtas (4 linhas) para cada uma:

Passa de 1,5 mil número de vítimas do Ebola 
Delação premiada de ex-diretor da Petrobras esquenta eleição

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Trabalho - Especializações do Jornalismo

Prezados, 

vamos fazer trabalhos, em grupos (podem ser os mesmos do TIDIR), sobre algumas especializações do jornalismo impresso.  Entrega: XXXXX. Valor: 20- pts. 

A ideia é que vocês façam pesquisas bibliográficas e confrontem o que estudaram com o que dizem profissionais de cada especialidade jornalística abordada, os quais deverão ser entrevistados. 

O trabalho deve ter a seguinte estrutura: 

(1) INTRODUÇÃO 
(2) REFERENCIAL TEÓRICO - o que as teorias dizem 
(3) APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE ENTREVISTAS  - apresentação das entrevistas e análise delas
(4) CONCLUSÃO 
(5) BIBLIOGRAFIA 


Abaixo, algumas referências bibliográficas eletrônicas para cada assunto - o que não significa que não devam fazer uma visita à biblioteca e buscar outras fontes de pesquisa, antes de ir a campo para entrevistar profissionais de cada área, em jornais impressos


1) Jornalismo econômico 




Paradoxos do Jornalismo Econômico

Jornalismo econômico: a sedução do poder 

O jornalismo econômico no Rio de Janeiro 


Possíveis entrevistados: Marta Viera (Estado de Minas), Bruno Porto (Hoje em Dia), Pedro Grossi (O Tempo) 

2) Jornalismo político: 


Os meios de comunicação e a prática política 

Imprensa e poder 


Possíveis entrevistados: Patrícia Scofield (Hoje em Dia), Amanda Almeida (Estado de Minas), Isabela Souto (Estado de Minas) 

3) Jornalismo científico 


Ética, ciência e jornalismo 

O desafio constante do jornalismo científico: tarefa de poucos para muitos 

Jornalismo científico



Possíveis entrevistados: Vanessa Fagundes (Fapemig), Cristiane Andrade (Estado de Minas), Pablo Pires (Estado de Minas) 

4) Jornalismo cultural 

Revista Senhor: jornalismo cultural na imprensa brasileira 

Reflexões sobre o jornalismo cultural contemporâneo 

Jornalismo cultural

Concepção e produção do jornalismo de variedades na mídia impressa 

Jornalismo Cultural - Daniel Piza 

Possíveis entrevistados: Eduardo Girão (Estado de MInas), Sandra Nascimento (ex-Hoje em Dia), Fábio Leite (ex-Hoje em Dia) 

5) Jornalismo policial/investigativo 



O jornalismo investigativo como texto da cultura 

Jornalismo investigativo - notas introdutórias

Possíveis entrevistados: Paulo Henrique Lobato (Estado de MInas), Daniel Camargos (Estado de Minas) 

6) Jornalismo esportivo 

Jornalismo esportivo não é só entretenimento 

Jornalismo esportivo no Brasil: uma resenha histórica 

Jornalismo esportivo 





Possíveis entrevistados: Paulo Galvão (Estado de Minas), Renan Damasceno (Estado de Minas), Eugênio Moreira (EM) 

Um abraço, 
Evaldo

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

EXERCÍCIO PARA ENTREGAR IMPRESSO:


1) Identifique elementos do "lead" abaixo:

Ônibus de torcedores, vindos principalmente do Rio de Janeiro, serão fiscalizados pela Polícia Militar e poderão ser apreendidos se forem encontrados fogos de artifício, armas, bebida alcoólica, drogas, paus ou bambus. Os integrantes das caravanas serão levados para a 93°DP e impedidos de assistirem ao Fla-Flu de hoje à noite, no Estádio da Cidadania. Pelo Critério armado pela PM, os primeiros ônibus a deixarem a cidade serão os alugados pela torcida que sair vencedora do clássico. Meia hora depois partem os ônibus dos perdedores.

Quem?
Que?
Quando?
Onde?
Por que?

2) Leia o relato de Mateus 14:22-34 e transforme-o em notícia. Antes, responda às cinco perguntas do lead: o que, quem, quando, onde e por quê. No máximo, 10 linhas.


Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus,
E disse aos seus criados: Este é João o Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele.
Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe;
Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la.
E, querendo matá-lo, temia o povo; porque o tinham como profeta.
Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes.
Por isso prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse;
E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista.
E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse.
E mandou degolar João no cárcere.
E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe.
E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus.
E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades.
E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.
E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si.
Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer.
Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
E ele disse: Trazei-mos aqui.
E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.
E comeram todos, e saciaramse; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias.
E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.
E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão.
E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.
E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário;
Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andan-do por cima do mar.
E os discípulos, vendo-o an-dando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo.
Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais.
E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.
E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.
Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!
E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?
E, quando subiram para o barco, acalmou o vento.
Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.
E, tendo passado para o outro lado, chegaram à terra de Genesaré.
E, quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas aquelas terras em redor e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos.
E rogavam-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla da sua roupa; e todos os que a tocavam ficavam sãos.